As lojas de roupa interior feminina...
Têm uma política de gestão e recrutamento de Recursos Humanos para esquecer… Acho que se devia fazer destas lojas um “caso de estudo” para as Universidades que oferecem MBA’s e coisas afins, sendo o título do caso: “Como a recruta pode estragar o seu negócio”.
Toda a gente sabe que são as pessoas que fazem a organização, nenhuma empresa sobrevive sem recursos humanos. Também sabemos que os recursos humanos têm de se identificar com a “cultura” da empresa, vestir a “camisola” e defender/representar os seus ideais.
E é aqui que estas lojas falham redondamente… Já entrei várias vezes em lojas de roupa interior feminina (umas vezes para oferecer prendas e outras com amigas), e hoje voltei a fazê-lo e a comprovar esta teoria… Nunca há gajas boas nestas lojas, o que na minha opinião está mal, muito mal…
Vamos todos entusiasmados comprar o conjunto sexy para oferecer às nossas “mais que tudo” e desejávamos ter uma ideia de como este poderia ficar nelas…
A primeira ideia que nos ocorre antes de entrarmos numa loja destas é pedir à menina (empregada) para experimentar (isso seria o ideal :)) ou mesmo olhar para ela e imaginar como ficaria com aquilo vestido, como as suas formas se acentuariam, como faria sobressair o seu charme…
Ora, ao entrarmos na loja e depararmo-nos com os “abutres” que por lá andam, não temos vontade nenhuma de as ver com aquilo vestido, aliás a própria ideia de associar a empregada da loja a uma peça das que estamos a ver, retira-lhe (à peça) toda a sensualidade que poderia ter… O choque é tão grande, que durante uns segundos torna-se difícil até nos lembrarmos das nossas queridas companheiras, e não conseguimos de todo visualizar a imagem…
Será que o objectivo é elevar o “ego” das mulheres que vão comprar? Eu sinceramente acho que mesmo elas gostariam de ver umas mulheres com curvas mais delineadas a vender, mas fico à espera das vossas opiniões. Sérgio Filipe
